Tudo o que eu sinto!

“...Ser um corpo sem alma,

E ser o avesso da calma.

Ser o outro lado do espelho.

Ser pele, coxas, libido e poesia;

Lábios, saliva e empatia.

Viver enfim este sonho...

Eis o que te proponho!”

 

Porque arde e queima dentro de mim, o desejo de buscá-lo nas noites em que

ficas escondido, arredio  da minha presença. Porque vivo você! Porque começo

onde termina seu silêncio e termino exatamente onde cala a sua voz. Então,

ao som de um saxofone em tons de jazz e, na mistura dos cheiros doces dos

nossos corpos é que meus seios perdem-se na secreta intimidade dessa sua

língua e deliciam-se com o abuso apurado dos seus dentes, indiferentes aos

descompassos do meu peito, que perdendo o jeito faz-se calmaria, porto e

remanso  pra receber o descanso do seu cansaço, acomodando seu braço

sobre meu ventre, permitindo que você me entre e que assim, o amor se

faça na sua essência mais pura, feito fruta madura a saciar nossa urgência. E

na intimidade desta magia, na branda intranqüilidade deste desejo é que

você se confessa cativo e eu me resgato, inteira.

 

" Por que? Porque eu estava apenas indo, até você chegar.

E essa é a história da minha vida!

:: Postado por Cris às 03h23
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Não lavei os meus seios  por terem  ainda o calor dos meios, das palmas das 

suas mãos... Não  lavei as  mãos por conservarem inteiros, os tons, os sons e

os  cheiros  da  sua pele que me encanta... Não lavei a  minha pele por ter nela

tatuados  todos  os  nossos momentos. Quanto aos meus sentimentos, eu não

conseguiria lavá-los. Não são solúveis em água. Eles são sim, pura saudade que

deságua ribanceira abaixo pelo peito, perdura feito ar rarefeito que me comprime

a alma. E, a alma sim eu banhei em jasmim e a conservei nua e completamente

sua  à espera de qualquer chamado ou qualquer brisa mansa vinda de você, pra

reagir. Bastava você vir! E esperando, percorri todas as esquinas de uma grande

avenida  infinita sob uma lua que foi nossa cúmplice... Bati palma  em todas  as

moradas  existentes, às margens de um rio que corre paralelo à minha corrente

sanguínea. Voltei. Folheei cada livro seu e com uma imagem sua na mão, fui de

encontro a todos os meus  personagens e  os despi, dentro das paredes de um

quarto onde por tantas e tantas vezes escrevemos a nossa história, com suor e

com os sinais  de nós dois, nos quais as coincidências dos gemidos gritavam as

nossas indecências. E doeu-me de verdade, neste momento, a sua falta. A falta

dos  lamentos e dos  arrepios dos mamilos ao menor toque da sua respiração. 

Do peso do  seu corpo, indo e vindo contra a minha carne, invadindo. E rezei. E

nada! Sentei-me então, numa paisagem de final de tarde, com um cigarro entre

os dedos e, desfiando um a um todos os meus medos, eu entendi que ninguém

te viu....Que ninguém sabe de você! E então eu me pergunto: E se tivéssemos

nos encontrado...

Teria adiantado?

Você teria me amado?

 

*

:: Postado por Cris às 08h48
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Obrigada pelo carinho, Ilka!  É uma honra receber esse prêmio do http://www.segredosdos2.blogspot.com e ser lida por você, querida.

Um beijo grande e toda a sorte do mundo!

 

:: Postado por Cris às 08h41
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No   meu peito brisas  são rosas cálidas


 Que brotam da calmaria feito passarinho


Crescem e urgem devastando  caminho


Caindo do  ninho em marés encantadas

 

Bailam encharcadas em amor e poesias


Tal  qual navegantes  em águas bravias


Que inundam  o céu, ao parir ventanias


Condenando as noites a deflorar os dias



Desabam de nuvens em mágoa sem fim


Rebelde tormenta anunciando o  inverno


E  eu faço das águas do céu meu inferno


Bebendo nessa chuva cada gota de mim.

 

:: Postado por Cris às 11h48
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Você cabe no canto dos meus lábios, a cada vez que quero sentir o aroma dos

 

seus. Cabe nas pontas dos meus dedos, quando quero escrever-te em poema.

 

Entra na minha pele, a  cada vez que te revejo, dentro dos nossos momentos.

 

Percorre e morre nas minhas veias a cada vez que meus braços prolongam os

 

espaços e alongam-se, sobre o que falta pro alcance do seu corpo. E dói-me na

 

alma a cada vez que cabes na palma da minha mão. Em cada vez que preciso te

 

afagar...Que abro os olhos e não vejo mais do  que  uma  estrela cadente, que

 

percorre  um  espaço indecente,  onde  não estou  e nem nunca estive... Vejo

 

espasmos de você numa cruel agonia de vozes que se perdem no vento... E no

 

meu conhecimento, sobre os pedaços que já não restam nem sobram porque já

 

não são mais nada... E olho  por  entre rios de cristais transparentes que rolam

 

pelo meu rosto, as silhuetas dos corpos que foram nossos e que se mantiveram

 

entrelaçados lá, onde a memória esqueceu-se de morrer. E os nossos braços

 

não  se lembraram  de  fugir de nós mesmos e do que não consigo esquecer.

 

Então, eu arranco de mim as sementes de um girassol que um dia

 

inventamos...E apago das minhas entranhas um luar prateado, morno e tão teu

 

que um dia eu quis que me cobrisse a pele. Toda! Inteira...Boca, coxas, seios e

 

vulva, numa entrega ainda que derradeira...E rasgo do meu ventre o teu cheiro,

 

o teu sêmen e o teu beijar. Daí, penso que isso deveria matar este meu sentir.

 

Este meu amor. E no entanto, não consigo tirar da minha alma o encanto

 

da noite na qual ficou em mim o teu olhar e da minha boca o gosto morno

 

e doce do teu sabor... Tropeço e olho..E te vejo: e sorrio! Fecho os olhos

 

e silencio..Em vão! Os sentimentos são mais corajosos que a gente; não

 

buscam com palavras que quase sempre soam vãs ou com os olhos e sim, da

 

única maneira que eles conhecem: o corpo...inteiro! E eu desisto de fugir

 

e me entrego a você....

 

Entrego o que sou...

 

O que fui....

 

E o que ainda serei!

 

 



:: Postado por Cris às 22h21
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O único espaço ao qual realmente pertenço é este, entre tuas mãos, que me

envolvem contra o teu peito. Não tem jeito...Nos teus lábios que me recebem

com todos os sorrisos. Ou serão risos?.... Não importa... Vem você e esta

boca que não se comporta...Que me trinca quando me beija e me faz perder o

medo de arriscar, jogando-me pro alto, em busca das descobertas dos sentidos

que vivem e habitam lugares onde não quero mais deixar de estar. E é neste

seu olhar tão reto e tão doce que eu me aqueço por onde quer que eu me guie,

quando a vontade de você é mais forte do que a necessidade de partir. E é nele

que eu fico sem culpas, apesar da certeza de que deveria ir.... Amar assim é um

sentir  enlouquecido... Quase perdido em meio a passos miúdos. Uma dor fina

que me alegra, mas me abate com a distância. Não há constância...Não há

pesadelos nem tremores, neste amor...Apenas os da saudade, que me molha

os olhos e me alonga os cílios em busca de tua imagem. Qual é a vantagem? É

a insistência do teu sorriso em minha mente...A permanência da quentura e da

urgência da tua boca em minhas entranhas... Um querer profundo, feito o brilho

cego de uma lâmina que corta meus instintos...Um arrepio que chacoalha meu

coração, enquanto tua língua tatua teus gemidos por todo o meu ser! E eu me

pergunto: o que fazer? Então, eu me apego às lembranças felizes e na vontade

do tempo urgir. Rápido e  veloz... Os meus olhos em seus retratos pontuam

minha melancolia acabando por mostrar-me quem você é: todo o pouco (ou

muito) que representa. E a dor vai passando..Vai ficando para trás, tal qual as

águas de um moinho. Seu nome ilumina meus olhos... São como diamantes e

estrelas  na minha vida.  Eu te busco em todo o canto, em cada recanto de

minhas recordações. E sorrio! E lamento...E expiro emoção, feito vento

morno que sai do peito e que desvia rio...E acredito nas voltas dadas pelo

 mundo... E na certeza de você na minha cama, no meu corpo, na minha

vida. Por todo o sempre...

Amém!

*

 

:: Postado por Cris às 16h09
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Eu queria muito ser uma estrela... Assim, feito tantas outras, no céu de uma noite negra e infinita, prá não sentir essa saudade devorando minhas entranhas. Afinal, eu seria apenas mais uma, igual a todas as outras absolutamente tão desconhecidas e irreconhecíveis. Quem sabe então, eu pudesse ser compreendida. E meu mundo não seria esse breu... E minha música não seria tão triste...Assim, como que chorando pelo amor, que morreu! Hoje, passei o dia pensando numa maneira de entender a vida. Não numa maneira de entender a mim...Não! Até porque isso às vezes parece nem ter importância, diante do berro de angústia que explode no meu peito. Mas queria entender você! Queria mergulhar dentro dos seus “eus”, todos e te reencontrar entre eles. Resgatar momentos nossos e ver passarinhos onde caem pingos dessa chuva que congela tudo, clareando a incompreensão de um, pelo universo do outro. O amor é mágico...O amor é medo e é dor. E por conta disso, eu queria encontrar e puxar a ponta deste fio que nos separa e deixar correr solto entre meus dedos, o novelo que enrola as nossas vidas e, me esquecer em você...Tenho andado em praias solitárias nas quais os meus dias se tornaram e nos minutos em que piso na areia, sinto cada cascalho deste vazio que machuca e sangra meus pés. As lembranças que chegam em ondas, respingam desiludidas nas frias pedras da minha realidade num lamento sofrido de quem chama o amor de volta....E ele não vem. Minha casa hoje não tem flores. Nem tem mais jardim...As luzes se apagaram e eu já não me lembro mais do seu perfume. Estou perdida! Sem chão...Sem calor..Sem janelas. Só choro, tentando encostar meu corpo e me aconchegar neste vazio e no desânimo da minha entrega. E então me corta o peito uma dor fina, branca e fria como uma adaga que entra na minha carne deixando um buraco por onde vazam todas aquelas promessas não feitas e por isso, não cumpridas. A minha vida vem e cobra sua presença e é violenta a minha dor ao sentir que tuas risadas viraram ecos, ressoando dentro das minhas veias, formando teias que se espalham e entopem os meus espaços interiores, impedindo-me de sentir. Anestesiando tudo. E insiste a saudade....

De sentir-me uma ilha onde só você habita...
De saber-me tua e apenas tua...

Apesar,
...de saber-te teu e apenas teu.

 

:: Postado por Cris às 15h03
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"..Foi assim...

 

- Pára de rir, vai! Você só ri de mim...

- Mas eu não tô rindo de você... tô rindo prá você!

- Rio do que você fala.

- Dá no mesmo. Pára de rir...

- Você não gosta que eu ria?

- Não...Eu sinto medo!

- Medo?

-É!

- Eu me apaixono por quem sorri assim.

- Me apaixono por quem ri prá mim...

 

...ou era pra ter sido."

 

E o amor foi embora...Esvaiu-se, feito sangria. Escorreu, feito hemorragia. Feito  galho seco, solto precocemente do tronco, num dia cinza de outono. Fazia frio no dia da partida  daquele  amor  e  os ventos,  dentro  do meu peito,  batiam soltos ...bravios. Gelados e sem sono. Fazia frio no seu olhar castanho e miúdo e havia já a ausência inteira daquela primeira essência, que perfumou e coloriu tudo no primeiro toque e no primeiro olhar que trocamos. Naquele cheiro de pele e de hálitos mornos que se apresentavam entre sorrisos tímidos e beijos  cheios de todas as vontades.  E daquele  seu olhar afoito e tropeçado e que parecia não ter fim. Mas teve.. Hoje, não consigo mais escrever. Ando irritada. Zangada e triste. E a culpa é de uma dessas histórias que não têm como ser resolvidas.  Não há como.. Diluem-se, pura e simplesmente! Evaporam-se! Tornam-se apenas momentos, na vida.. E tudo o mais perde a importância diante do  que vai  sendo jogado fora... As palavras, hoje mudas, deixam-me assim... Mais carente... Introspectiva.  Como se fossem pássaros, sem  poder voar.  Pássaros feridos, quem sabe... Daí, sinto que elas precisam criar forma, sair do anonimato e voar novamente através dos sonhos... Por isso escrevo... Por isso me exponho... Por isso permito que minhas emoções passeiem nessa velocidade alucinante e ganhem forma explosiva... Incandescente... Sou assim... Sem medo ou vergonha de dizer “eu te amo...”.  E  sem  jogos  ou malicias, entrego-me às emoções... Sem amarras... Crio asas... Alço vôo... Viajo por entre  nuvens e estrelas, tocando a lua... Sou assim... Sou mulher, enfim... E com a saudade do que foi nosso, ficam o bem que nos fez e o mal que nos coube... As marcas, os atos e as palavras atravessadas...A insensatez! O grito que não dei e o último beijo que não tive.  E  a  verdade que não ouviste  porque nunca era o momento. E o tanto absurdo  de  sentimento,  no  medo  que existe  da saudade que  insiste  em  sobreviver  nos espaços que sobram na minha cama...Nos lençóis decentemente esticados...Na  camisola sobre a minha pele e acima de tudo, numa intimidade que parecia  absolutamente divinal, dentro de uma história que começou a ser escrita numa poesia rica em versos, rimas e vírgulas, essências e reticências, mas que acabou em mais um poema, daqueles, sem ponto final.

 

:: Postado por Cris às 22h21
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Descalça...

Um cheiro adocicado no ar, que não evapora...

Sua essência que não vai embora...

Das minhas pernas levemente esticadas..

Dos meus joelhos, afastados e sem jeito.

Tua presença continua neste quarto...

E eu, te sentindo no meu corpo...

Num dos momentos em que meu pé esfregava o outro, sobre as marcas da sua

presença vadia...

Enquanto minha camisa sorria, aberta sobre o meu peito.

Minhas emoções ainda em total descontrole!

Você, permanecendo depois da partida...

Sua mão, lisa, na minha coxa...

Revirando por completo, a minha vida.

Seu cabelo curto, negro e despenteado a roçar-me as virilhas...

O olhar, de um castanho-noite (quem sabe a nossa)...

Dentro do meu.

E na outra ponta da cama, eu.

E eu era toda paixão...

Toda entrega e coração, a saciar a minha (e a sua) fome...

E mergulhada na sua boca que sussurrava meu nome enquanto gemia sem

 perceber, eu mais parecia uma menina sem teto que nunca tinha recebido

afeto, ou sido presenteada com tamanho prazer ...

 

:: Postado por Cris às 08h11
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Tocando-lhe a face, ela desembrulhou aquela alma e ao sentir o calafrio que soprava de dentro do peito daquele homem, percebeu então, a sombra da proximidade da perda e, apesar do vento exageradamente frio, sentiu a necessidade de manter aquela alma desnuda. Desejou aquecê-la, ela mesma...Precisava disso. Ele por sua vez, sentiu-se tão nu diante daquele par de olhos que esperava por uma explicação que a convencesse daquele final de amor tão prematuro, que sua face corou diante dela. E foi justamente nesse momento que ele percebeu que o rubor era comum e que também a despia. Que a colocava nua diante de todos os critérios, os preconceitos, as hipocrisias, os conceitos e quaisquer sentimentos que a tivessem levado pra longe deles.
Ao notar-se despida, ela então debruçou sobre o peito dele e colocou sua face na direção daquela brisa gelada que vinha do fundo da alma daquele homem querendo entender-lhe todos os segredos e com isso embora sem se dar conta, brindava, mimava e acarinhava o corpo dele com o dela, cometendo ternuras no seu espírito e tripudiando seus receios apertando com os seios o peito daquele moço...
Ele lutou disfarçando lágrimas nos olhos e fingiu indiferença... Tirou seus olhos dos dela e olhou pro céu...Ignorou sua presença...Multiplicou estrelas...Assoprou algumas nuvens...Segurou ventos com as mãos...Flutuou...Pairou rente ao chão e engoliu os soluços para ver se o tempo passava. Não adiantava! Então, o moço acabou se deixando aquecer pelo carinho daquela moça e derreteu-se, fluindo pra dentro dela.
E a moça que era só tristeza, agora sorria e era toda alegria sentindo aquele moço tão esperado entregar-se, escorrendo-lhe através das palmas das mãos, na direção da sua vida...

 

 

 

 

:: Postado por Cris às 13h43
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Não parte agora, meu amor! Parte amanhã, por favor....! Só amanhã.

Não vá hoje, porque hoje não tenho as palavras certas...As feridas insistem

em sangrar abertas....E ainda restam tantas arestas....Não hoje, porque

hoje o silêncio está doendo na alma e como se não bastasse,  não estou

apropriadamente vestida.... Afinal,  é uma  despedida... E eu preciso também,

encontrar o jeito certo pra aceitá-la. Pra não me humilhar. Pra conseguir me

independer enfim, dos seus lábios rabiscando beijos e desenhando risadas em

mim.... Ou  dos seus dedos.  fazendo  paradas  na  minha  pele e nas  minhas

curvas.... Ou  da  sua respiração eriçando meus pêlos....É que  hoje está mais

dolorida a sua ausência e a falta da freqüência, das suas pernas enroscadas às

minhas. E hoje, eu precisaria também achar o tom certo pra pronunciar sem me

trair,  quando eu disser:...“Então adeus...Podes partir!” ..E definitivamente, não

estou pronta!..Até porque sinto que ficarão mil coisas por dizer...E por entender.

 E sei,  que  se por acaso partisses hoje, ver-me ia vestida de prantos...Longos,

barulhentos  e  farfalhantes prantos...Vermelho sangue,  nos trajes e choro, do

mais  dolorido na  alma....Porque eu saberia então, das ilusões perdidas... Dos

encantos quebrados. Dos desejos estilhaçados e da falta total de nós dois.

Hoje...Podes partir depois!...Pois já terá doído tudo! Ou quase tudo...E amanhã

ou  noutro dia qualquer, eu esperançosamente vestiria mesmo cores alegres e

roupas  coloridas. E esperar-te-ia onde sempre te esperei, ainda que sabendo o

que  dirias,  caso viesses! E que não virias! Mas hoje não..Que não é hora. Não

tenho  roupa adequada. Sequer estou preparada...E quero que seja, já que tem

mesmo que ser, tão bonita a nossa despedida, quanto foi a tua chegada.

 

 

 

:: Postado por Cris às 10h14
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Muito obrigada Claudia, pelo carinho de sempre,  por esse selo lindo que ganhei

de presente do seu blog, o essencialmentefeminina.zip.net e pelo destaque

que você deu ao tudooqueeusinto, nesta semana.

Um beijo grande e sucesso!

**

*

 

:: Postado por Cris às 15h26
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E naqueles momentos em que nos amávamos, nosso cheiro intensificava-se...

Acontecia simplesmente! Assim, feito cheiro de fruto maduro. Daqueles cheiros

especiais que a fruta emana, quando devidamente pronta e sua polpa suculenta

é  exposta e mordida  nos seus pedaços mais doces. Um cheiro que fica debaixo

da língua  e no  meio das unhas. Que fica entranhado na alma e que permanece

pra contar, através do hálito e do toque, depois do amor. Cheiro de entrega sem

pressa.  Cheiro  de suores comuns. Cheiro de sereno em relva fresca. Cheiro de

dia  vindo estender-se sobre  a madrugada,  possuindo-a.  Cheiro de madrugada

entregando-se.  Cheiro seu, junto do meu. Dos sabores de pele que acentuados

pela  consistência  do vinho,  fundiam-se, tornando-se  etéreos de tão únicos  e

entregando-se, exalavam um cheiro que de tão particular enchia nossa cama de

carícias, beijos, magias, toques, malícias e mistérios, tornando-se inesquecíveis.

Um cheiro de todas as lembranças possíveis!

Quando você me olhava, sua áurea transbordava e, enroscando-se  na minha,

subia  pelas minhas  coxas, ousando e despindo-me; segurava-me pelas ancas,

rodopiava  meu corpo  com os olhos  grudados  nas minhas carnes,  arrepiando

tudo e  arrebatando-me  o  ar.  E, em  toda à nossa  volta,  nestes  momentos,

intensificavam-se os  aromas  de chuva tropical, de rio e mato, úmido e suado.

Cheiro  de  terra e sal,  água, suor, saliva e amor, vinho e mar...Tudo misturado.

Havia um pouco de cada emoção, cor e sabor, na mistura daquele cheiro:nossas

manhãs, as noites subseqüentes;  no  nosso  jeito  de  amar,  completamente

inconseqüente. Nosso presente seguido tão de perto pelo seu passado..

Era um cheiro tão puro...

Tão entranhado!

Cheiro de coisas prestes a morrer... E coisas enfim, começando a viver...

Esperanças sendo construídas...Outras, destruídas...

Eram cheiros de futuro...Coisas que ficaram por acontecer.

 E é justamente dessas últimas, que eu mais sinto falta.....

Porque de tudo o que nos coube, sobreviveu a saudade:

esse